Eles completarão 5 anos em breve... no meio de um turbilhão no mundo... O dilema de como seria minha vida com eles já não existe mais. O dilema hoje é bem outro: como seria a minha sem eles... Completo 52 em 31/3. Eles 5 anos em 7/4. Quantos anos separam essa geração mãe e filhos... muitos... muitos... anos em construção de uma personalidade ainda não formada. Já venci tanta coisa que nem dá para enumerar. Mesmo assim, aos 52, ainda estou em construção.
O turbilhão no mundo é um vírus horrível. Pior que os efeitos que ele traz à saúde, são os efeitos que está trazendo às pessoas.
Pânico...
Indiferença...
Descrença...
Insensibilidade...
Tanta coisa junta esbarrando nessa minha vivência adulta, quase idosa com filhos gêmeos. Lindos... De uma leveza que até me confunde...
E o vírus por aí, tirando a luz e a lucidez das pessoas.
E eu aqui, rejuvenescendo e tirando energia para levar a vida com o máximo de normalidade possível.
Mamãe, disse meu filho com febre de 39 graus, enrolei no seu cobertor para sentir seu cheirinho enquanto você trabalhava.
Ele estava em casa, por causa do recesso escolar provocado pelo vírus.
Isso tem preço? Aí, vem aquela vontade de vencer mais uma guerra, entre tantas já vencidas. E as pessoas não entendem...
Acham que todos têm que pirar, têm que enlouquecer. Todas têm que se encolher, se fechar... Não... temos que reagir, mostrar a esse vírus que somos mais...
É isso que estou fazendo e por isso fui muito julgada na minha honestidade profissional, ouvi críticas sobre questões a meu respeito, que realmente, nem sabia que pairavam na cabeça das pessoas a vontade de falar... Não sou vítima disso... sou testemunha de quanto as pessoas saem de si quando se sentem ameaçadas... E vão lá no fundo de um abismo de sentimentos escondidos, bem lá no fundo, amparados por percepções equivocadas das pessoas. Parece até uma raiva contida que aflora e se junta a tanta coisa, que torna o ser humano tão feio...
Resolvi espairecer, largar tudo para lá e fazer o que realmente for possível... Não posso decidir sobre aquilo para o qual não tenho poder. Realmente não posso. E nesse caos, quando quem estava com o poder me apoia e depois me desautoriza de um modo completamente intempestivo e insano, o estrago foi feito. Não tem mais volta! No festival de desequilíbrio, quem veio me ouvir? Ninguém.. ficarei eu a me defender? Só perante quem fez o estrado e entre os meus pares. Também tenho limite numa exposição dos fatos, para não sofrer outras retaliações. O apoio é tácito, do que me conhecem de verdade, apesar de ser tão reservada. O recado foi um julgamento... Não me importo com os julgamentos. Ainda mais de gente que nem me conhece, não sabe da minha história, meu caráter. O abalo inicial foi menor que a surpresa... Por que me vêem assim? Não sou nada disso. Não é isso que sinto. Não é isso que pratico. Não é isso que priorizo. Mas depois, tudo ficou claro para mim. Continuo mesmo assim, querendo levar a vida com um minimo de normalidade, estamos aqui. Digo estamos porque não sou sozinha. Sou responsável pelo o que digo. Não sou responsável pelo o que as pessoas entendem. E mais, não sou obrigada.
Pronto, falei! Até mais...

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